quarta-feira, 20 de maio de 2026

Visita a Domicílio” costura reencontro e memória em estreia paulistana

Coprodução Brasil-Argentina com Juan Tellategui e Cícero de Andrade fica em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso até 25 de junho


 

Juan e Cícero / Foto: Rafa Marques

Por Mera Teixeira @mera.teixeira


O que você faria se reencontrasse, por acaso, o primeiro amor da adolescência 25 anos depois? A pergunta move “Visita a Domicílio”, comédia dramática que chega a São Paulo nesta quarta-feira (20), após estreia aclamada no 34º Festival de Curitiba. 


A montagem ocupa o Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo gerido pela APAA, às quartas e quintas, às 19h,  até 25 de junho. 


A temporada coincide com o mês da diversidade e tem ingressos na Sympla. Em cena, o argentino Juan Tellategui e o brasileiro Cícero de Andrade vivem Gabo e Fernando, dois homens separados na adolescência que ganham a chance de acertar contas com o passado. O reencontro acontece num apartamento da Avenida Corrientes, em Buenos Aires, endereço simbólico da memória afetiva portenha. 


Entre a comédia e o acerto de contas o texto inédito é do dramaturgo argentino Alberto Romero, com tradução de Tellategui e adaptação dramatúrgica do jornalista Miguel Arcanjo Prado. A direção é de Zé Guilherme Bueno e do próprio Arcanjo Prado. 


Mais que um drama sobre amor interrompido, a peça negocia com humor o peso do tempo: o que ficou dito, o que virou silêncio e o que ainda pulsa 25 anos depois. É teatro que usa o riso como sutura. A ficha técnica reúne Zuba Janaina na direção de movimento, Kleber Montanheiro no cenário e figurino, Nicolas Manfredini na luz e Eder Sousa na sonoplastia. 


Realizam o projeto as produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. Para Tellategui, que celebra 30 anos de carreira com o espetáculo, “Visita a Domicílio” consolida uma travessia iniciada em Buenos Aires e que floresceu em São Paulo, onde vive há 15 anos. 


No palco, a obra traduz esse trânsito entre países, afetos e tempos — e devolve ao público a pergunta incômoda: quando o passado bate à porta, a gente abre ou finge que não está em casa?

Cícero e Juan/Foto: Rafa Marques



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