quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“Gil – Andar com Fé ” sobe aos palcos do Santander com grandes celebrações

O musical que estreia esta semana revela elenco, celebra os 10 anos do Teatro Santander e os 84 de Gilberto Gil 

Gui Ventura/Divulgação


Por Mera Teixeira (@mera.teixeira)


O musical biográfico sobre trajetória de Gilberto Gil estreia nesta quinta-feira (20) no Teatro Santander (SP). “Gil-Andar com Fé” , estrelado pelo mineiro Gui Ventura, é composto por 34 artistas, sob direção de Miguel Falabella e texto de Newton Moreno.


Estão no repertório canções como “Eu Vim da Bahia”, “Andar com Fé”, “Aquele Abraço”, “Domingo no Parque”, “London, London”, “Tempo-Rei”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Drão”, “Vamos Fugir”, “Back in Bahia”, “Palco”, “Realce” e “Toda Menina Baiana” etc. 


A dramaturgia também reúne personagens da vida pessoal de Gil e da cultura brasileira: os relacionamentos com Belina de Aguiar, Nana Caymmie, Sandra Gadelha (Drão), a amizade com Dedé Gadelha, irmã de Sandra e companheira de Caetano Veloso, com quem compartilha a experiência do afastamento forçado do Brasil. A esposa Flora Gil marca a fase mais serena da trajetória do artista, enquanto Preta Gil evoca sua relação com a paternidade. “Gil-Andar com Fé” traz muitas histórias pra lá de interessantes!


A superprodução que tem direção de Miguel Falabella e texto de Newton Moreno, percorre a trajetória de Gilberto Gil sem obedecer a uma ordem cronológica. A dramaturgia se inspira na concepção iorubá do tempo, em que passado, presente e futuro se entrelaçam.


A equipe conta ainda com Bárbara Guerra como diretora associada, Thiago Gimenes na direção musical, Leilane Teles e Tiago Dias assinam as coreografias e Natália Lana a cenografia. O figurino é de Marco Pacheco e Jemima Tuany e a produção de elenco de Giselle Lima. Os arranjos musicais e orquestração são de Thiago Gimenes, Tiago Saul e Ivan de Andrade e a iluminação de Wagner Pinto.

Gui Ventura/Divulgação


Elenco e Trama

Composto por veteranos de musicais e revelações, o grupo mistura pessoas de diversas regiões do país, diferentes formações e trajetórias. Gui Ventura (Gil), Guga Barbosa (Tempo-Rei), Henrique Zamith (Caetano Veloso), Bel Lima (Flora Gil) estão entre os personagens principais da trama.


Completam o elenco Mariel, Luci Saluzzi, Calu Manhães, Pamella Machado, Letícia, Maria Antônia Ibraim, Chico Rubens, Jesus Jadh, Ofà Lówò, Maurício Reducino, Analuhh, Juliana Teixeira, Ygor Zago, Bia Vasconcellos, VEHTZ, Lubo, Paula Miessa, Vinícius Loyola, Natália Antunes, Thiago Alves, Vitor Vieira, Joyce Cosmo, Ágata Matos, Antonia Medeiros, Jeison Lopes, Moira Osório, Mari Saraiva, Tiago Dias, Pedro Arrais e Romes Pinheiro.  


Os atores revezam inúmeros personagens da trama que se desenrola ao longo de décadas e passa pela infância do cantor em Ituaçu, sua formação musical, a Tropicália, a prisão, o exílio em Londres, o retorno ao Brasil e a consagração de uma obra que atravessa gerações.


Entre os nomes fundamentais da música e da cultura brasileira representados estão Gal Costa, Maria Bethânia, Elis Regina, Luiz Gonzaga, João Gilberto, Chico Buarque, Rita Lee e Os Mutantes, Chacrinha e Flávio Cavalcanti.


A família de Gil aparece por meio da avó Lydia, que alfabetizava os netos na cozinha de casa do pai, José, médico negro que levou a família para Ituaçu; da mãe, Claudina, que reconheceu e incentivou seu talento musical desde cedo; e da irmã Gildina, dona do violão que ele tomou para si.


Os Artistas

Gui Ventura interpreta Gilberto Gil. Ator, cantor, músico e compositor mineiro, ele estudou violão na Universidade de Música Popular Bituca e teatro no Teatro Universitário da UFMG. Com trajetória que reúne palco, audiovisual e música autoral, lançou os trabalhos Dois Lados e Alguma Coisa Sobre o Amor e circulou por festivais e circuitos culturais no Brasil e no exterior.

Guga Barbosa viverá o Tempo-Rei, entidade mítica que guia Gil por sua própria história, conduz a narrativa e também encarna figuras como Luiz Gonzaga e João Gilberto. Músico baiano nascido em Salvador e vocalista da banda VITROLAB, Guga lançou três discos, já realizou turnê pela Europa e, em 2026, criou o show GUGA canta GIL.

Henrique Zamith interpreta Caetano Veloso. Ator, dublador e cantor formado em Artes Cênicas pela UNESP, participou de mais de 20 espetáculos e acumula trabalhos de dublagem para streaming, TV e cinema. Na trama, Caetano surge como irmão de alma e parceiro fundamental de Gil na criação tropicalista e nos anos de exílio.

Bel Lima interpreta Flora Gil. Atriz e cantora formada pela Faculdade CAL, venceu os prêmios Bibi Ferreira e DID de melhor atriz coadjuvante por “Alguma Coisa Podre” e esteve em produções como “Pippin”, “Bibi – Uma Vida em Musical”, “Barnum – O Rei do Show” e “Clara Nunes – A Tal Guerreira”. Flora representa a companheira de uma fase serena e plena da vida de Gil.


O Espetáculo

Gilberto Gil é plural como o Brasil. Sua história e seu legado transbordam memórias, ritmos e mensagens que ajudaram a compor a identidade brasileira. Em GIL – ANDAR COM FÉ, suas canções não funcionam apenas como trilha sonora: são o fio dramatúrgico de uma travessia por sonoridades que vão da bossa nova ao samba, do baião ao afoxé, da guitarra elétrica ao tambor ancestral.

Diretor Falabella, o homenageado Gil e o protagonista Ventura


Ficha Técnica

Texto: Newton Moreno

Arranjos Musicais e Orquestração: Thiago Gimenes, Tiago Saul e Ivan de Andrade

Direção: Miguel Falabella

Direção Associada: Bárbara Guerra

Direção Musical: Thiago Gimenes

Coreografia: Leilane Teles e Tiago Dias

Cenografia: Natália Lana

Design de Som: Tocko Michellazo

Iluminação: Wagner Pinto

Figurino: Marco Pacheco e Jemima Tuany

Visagismo: Dicko Lorenzo

Produção de Elenco: Giselle Lima

Identidade Visual: Gabriel Wickbold

Artistas:

Gui Ventura (Gilberto Gil)

Guga Barbosa (Tempo-Rei)

Henrique Zamith (Caetano Veloso e Ensemble)

Bel Lima (Flora e Ensemble)

Mariel (Ensemble)

Luci Saluzzi (Ensemble)

Calu Manhães (Ensemble)

Pamella Machado (Ensemble)

Letícia (Ensemble)

Maria Antônia Ibraim (Ensemble)

Chico Rubens (Ensemble e Cover de Gilberto Gil)


Jesus Jadh (Ensemble)

Ofà Lówò (Ensemble e Cover de Gilberto Gil)

Maurício Reducino (Ensemble)

Analuhh (Ensemble)

Juliana Teixeira (Ensemble)

Ygor Zago (Ensemble)

Bia Vasconcellos (Ensemble)

VEHTZ (Ensemble)

Lubo (Ensemble)

Paula Miessa (Ensemble)

Vinícius Loyola (Ensemble)

Natália Antunes (Ensemble)

Thiago Alves (Ensemble)

Vitor Vieira (Ensemble)

Joyce Cosmo (Ensemble)

Ágata Matos (Ensemble)

Antonia Medeiros (Ensemble)

Jeison Lopes (Ensemble)

Moira Osório (Ensemble)

Mari Saraiva (Swing Feminino)

Tiago Dias (Swing Masculino)

Pedro Arrais (Ensemble)

Romes Pinheiro (Ensemble e Cover de Tempo-Rei)


SERVIÇO

Espetáculo: GIL – ANDAR COM FÉ

Local: Teatro Santander

Endereço: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Complexo JK Iguatemi – São Paulo

Estreia: 20 de agosto de 2026

Sessões: Quintas e sextas, às 20h; sábados, às 16h e 20h; domingos, às 15h e 19h

Duração: 2h20, mais 15 minutos de intervalo

Classificação: 12 anos, menores acompanhados dos pais ou responsáveis legais

Ingressos: SYMPLA

Instagram: @gilandarcomfe

Acessibilidade: Todas as sessões possuem audiodescrição e Libras

Valores:

Plateia VIP: R$ 400,00 inteira | R$ 200,00 meia-entrada

Plateia Superior: R$ 300,00 inteira | R$ 150,00 meia-entrada

Frisa Plateia: R$ 300,00 inteira | R$ 150,00 meia-entrada

Balcão A: R$ 200,00 inteira | R$ 100,00 meia-entrada

Frisa Balcão: R$ 50,00 inteira | R$ 25,00 meia-entrada

Balcão B: R$ 50,00 inteira | R$ 25,00 meia-entrada

Bilheteria Física:

Teatro Santander – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041.

Funcionamento diário, das 12h às 18h. Em dias de espetáculo, a bilheteria permanece aberta

até o início da apresentação. O teatro dispõe de totem de autoatendimento para compras sem

taxa de conveniência, 24 horas por dia.


Descontos:

Meia-entrada: 50% de desconto, mediante apresentação do documento previsto em lei que

comprove a condição de beneficiário.

Cliente Santander: 30% de desconto, limitado a 20% da lotação do teatro e não cumulativo

com meia-entrada. A compra é limitada a dois ingressos por CPF. Na compra on-line, é

permitido utilizar somente cartão de crédito Santander; na bilheteria ou no totem, o

pagamento poderá ser feito com cartão de débito ou crédito Santander. A disponibilidade do Banco Santander.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

Estrelas de musicais cantam e encantam na celebração da Congregação Israelita Paulista

“Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil” reuniu Broadway e Brasil em uma noite de música, memória e emoção, um marco na história da Congregação Israelita Paulista

Foto: Flavio Mello e Fabiana Koren/Divulgação


Por Mera Teixeira (@mera.teixeira)


Artistas renomados do teatro musical brasileiro se uniram em prol dos 90 anos da Congregação Israelita Paulista (CIP), no último domingo (16), na Sala São Paulo. Intitulado “Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil”, o espetáculo beneficente contou com as belas vozes de  Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Giulia Nadruz, Kiara Sasso, Samantha Schmütz e Soraya Ravenle, além das participações especiais de Gottsha, Marcos Veras, Saulo Vasconcelos, Felipe “Pipo” Grytz e Avi Bursztein, sob direção de Gustavo Barchilon e Antonio de Arruda Ribeiro e roteiro e curadoria de Claudio Erlichman. Dan Stulbach foi o mestre de cerimônias.

Os artistas foram acompanhados pela São Paulo Big Band e Orquestra. Com a Sala São Paulo lotada, o público percorreu uma viagem pela história do teatro musical, que evidenciou a contribuição decisiva de compositores e criadores judeus para a construção da Broadway.

Foto: Flavio Mello e Fabiana Koren/Divulgação


Irving Berlin, George e Ira Gershwin, Leonard Bernstein, Stephen Sondheim, Jerry Herman e Burt Bacharach estiveram entre os homenageados, em números de clássicos como West Side Story, Chicago, Cabaret, Funny Girl, Hello, Dolly!, Yentl e Fiddler on the Roof. A montagem também lembrou Victor Berbara e Oscar Ornstein, pioneiros do teatro musical no Brasil.

A identidade judaica da noite ganhou ainda mais força com as performances dos cantores litúrgicos da CIP. Avi Bursztein emocionou o público ao interpretar, em iídiche, “Romenia, Romenia”, clássico do repertório judaico que evoca com humor, afeto e nostalgia a vida judaica no Leste Europeu. Já Felipe “Pipo” Grytz deu voz a um dos momentos mais emblemáticos do espetáculo ao interpretar uma canção de “Um Violinista no Telhado” (Fiddler on the Roof), musical que se tornou um dos grandes símbolos da memória, das tradições e dos desafios vividos pelas comunidades judaicas da Europa Oriental. As duas performances reforçaram o elo entre a tradição judaica, a história da Broadway e os 90 anos da CIP.

Um dos momentos emblemáticos da proposta de aproximar Broadway e Brasil foi a apresentação de “Basta um Dia”, de Chico Buarque. O musical homenageou o compositor brasileiro ao traçar um paralelo com Stephen Sondheim,  dois autores que, em universos distintos, transformaram o teatro musical por meio de letras sofisticadas, poesia e uma rara capacidade de traduzir sentimentos humanos em música. 

“Celebrar os 90 anos da CIP é celebrar uma história que começou com imigrantes e refugiados que chegaram ao Brasil trazendo sua cultura, suas tradições e, sobretudo, a esperança de recomeçar. Assim como os judeus que ajudaram a construir a Broadway transformaram a memória da dor em criação, a CIP, ao longo de nove décadas, buscou transformar acolhimento em pertencimento e responsabilidade, contribuindo ativamente para a vida cultural, social e democrática de São Paulo e do Brasil. Em tempos de crescente antissemitismo, esta noite reafirma valores que não podem ser seletivos: diversidade, respeito e a capacidade de transformar diferenças em criação e memória em construção”, afirmou Laura Feldman, presidente da CIP.

Para Gustavo Barchilon, que idealizou o projeto a partir de um desejo antigo de homenagear a contribuição judaica ao teatro musical, a realização ganhou novo significado após os ataques de 7 de outubro e o crescimento do antissemitismo em diferentes partes do mundo. “Que emoção! Que noite especial para a nossa comunidade e para o teatro musical. O que conseguimos fazer foi um verdadeiro milagre e só foi possível graças ao talento, à entrega e ao carinho de tanta gente. Que orgulho dessa noite”, afirmou o diretor.

O roteiro mostrou como compreender a Broadway e também por compreender a trajetória da imigração judaica nos Estados Unidos. “Uma comunidade que encontrou portas fechadas em muitos setores acabou abrindo, com criatividade e talento, algumas das portas mais importantes da cultura mundial. A vida lhes deu limões. Eles fizeram uma limonada e, algumas décadas depois, ela estava em cartaz na Broadway e ganhando um Tony”, resumiu Claudio Erlichman.

Para Alessandra Maestrini, a noite teve ainda um significado afetivo. A atriz recordou sua ligação com a comunidade judaica desde “Yentl” e destacou o encontro entre artistas que compartilharam diferentes momentos de suas trajetórias. “Foi uma celebração dupla, para vocês e para a gente”, afirmou.

O nome “Um לugar Para Nós”, inspirado em Somewhere, de West Side Story, sintetizou o espírito da noite. Com o “L” substituído pelo Lamed (ל), letra hebraica associada ao aprendizado e ao crescimento, o espetáculo celebrou histórias de pessoas que atravessaram oceanos em busca de um lugar para recomeçar, de artistas que encontraram no palco um lugar para criar e de uma comunidade que, há 90 anos, encontrou no Brasil um lugar para pertencer, construir e contribuir.   

Elenco do musical. Foto:Flavio Mello e Fabiana Koren






Caravana do Silvinho é inaugurada no SBT ao celebrar 45 anos da emissora

Até o final de 2026, 45 esculturas estarão expostas no gramado próximo à Tenda do Bake Off Brasil, no Parque Aquático, dentro das instalações do SBT

                       Daniela Abravanel Beyruti e Cintia Abravanel 

                                   com a escultura Silvinho/Divulgação



Por redação PN

A Caravana do Silvinho foi inaugurada nesta segunda-feira (17), no SBT, em uma cerimônia especial que marcou a chegada da exposição à emissora como parte das celebrações pelos 45 anos da emissora. O evento reuniu funcionários, convidados e os artistas responsáveis pelas 45 esculturas inspiradas em Silvio Santos, além da presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, e Cintia Abravanel, porta-voz do projeto, que discursou durante a cerimônia, destacando a importância do projeto e da presença dos artistas que participaram da iniciativa.

 

“Para mim, é uma forma incrível de comemorar isso, porque eu também sou artista plástica... O projeto, além da homenagem, é uma forma de formar um público para a arte e mostrar o quanto temos de pessoas talentosas neste Brasil. Para mim, é uma honra poder tê-los aqui, não só presencialmente, mas também em suas obras, e festejar esse momento muito importante, que é celebrar o nosso patrão”.

 

Até o final do ano, as 45 esculturas estarão expostas no gramado próximo à Tenda do Bake Off Brasil, no Parque Aquático, dentro das instalações do SBT, um espaço de convivência e confraternização dos funcionários. A mostra propõe um encontro afetivo entre arte e memória ao levar o personagem Silvinho para dentro da casa onde Silvio Santos construiu grande parte de sua trajetória.

 

Idealizada pela família Abravanel, a Caravana do Silvinho celebra os 45 anos da emissora ao lado dos “colegas de trabalho”, como Silvio Santos costumava se referir, com carinho, às pessoas que faziam parte de sua equipe. A escolha de um espaço de convivência permite que os funcionários encontrem as obras naturalmente em seu dia a dia, em um ambiente descontraído e próximo.

 

Lançada em outubro de 2025, a Caravana do Silvinho já passou por diferentes cidades brasileiras, levando as esculturas a espaços culturais e locais de grande circulação. No SBT, a mostra ganha um significado particular ao chegar à casa que foi cenário de tantas histórias de Silvio Santos e de gerações de profissionais que ajudaram a construir a emissora.


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Estrelas do teatro musical vão unir vozes por uma causa nobre

A Congregação Israelita Paulista celebra 90 anos com artistas do teatro musical brasileiro em espetáculo na Sala São Paulo


Elenco / Divulgação


Por Mera Teixeira (@mera.teixeira)


O elenco dos seus sonhos. Juntos, num só lugar. A oportunidade única acontece neste domingo (16) em “Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil”, na Sala São Paulo, às 19 horas. 


O espetáculo reunirá artistas que marcaram a história dos musicais no país: Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Giulia Nadruz, Gottsha, Kiara Sasso, Samantha Schmütz, Saulo Vasconcelos e Soraya Ravenle, além das participações especiais de Marcos Veras, Felipe Grytz e Avi Bursztein. O evento beneficente será apresentado por Dan Stulbach, acompanhado pela São Paulo Big Band e Orquestra.


“Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil” integra as comemorações dos 90 anos da Congregação Israelita Paulista (CIP) e celebra a influência de artistas judeus na construção do teatro musical mundial e brasileiro. A mega produção, assinada pela BARHO Produções, quer combinar música, teatro e memória.


                         Clássicos da Broadway

O repertório prestará homenagem aos compositores judeus que ajudaram a transformar a Broadway em um fenômeno mundial, entre eles, Irving Berlin, George e Ira Gershwin, Leonard Bernstein, Stephen Sondheim, Jerry Herman e Burt Bacharach. O público poderá ouvir clássicos de musicais como West Side Story, Chicago, Cabaret, Funny Girl, Hello, Dolly!, My Fair Lady, Yentl e Fiddler on the Roof (Violinista no Telhado). 


A montagem também homenageará Victor Berbara e Oscar Ornstein, pioneiros responsáveis por trazer ao Brasil, na década de 1950, as primeiras grandes produções inspiradas nos musicais da Broadway.


“Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil” tem direção geral de Gustavo Barchilon, direção musical de Antonio de Arruda Ribeiro, roteiro e curadoria de Claudio Erlichman, iluminação de Maneco Quinderé, figurinos de Fábio Namatame e produção da BARHO Produções.


O título “Um לugar Para Nós" faz referência à canção Somewhere, de West Side Story. A substituição da letra "L" pela letra hebraica ל (Lamed) simboliza aprendizado, propósito e elevação espiritual, valores que permeiam a proposta artística da montagem.


A Congregação Israelita Paulista, maior comunidade judaica liberal da América Latina, é reconhecida por sua atuação nas áreas de acolhimento, inclusão social, educação, cultura e solidariedade. Ao longo de seus 90 anos, consolidou-se também como uma importante referência cultural em São Paulo, promovendo iniciativas que contribuem para a vida e a diversidade da sociedade paulistana. A celebração de seu nonagésimo aniversário reafirma esse compromisso histórico com a cultura, o diálogo e a solidariedade. 

Orquestra / Divulgação


Serviços

“Um לugar Para Nós – da Broadway ao Brasil”

Data: 16 de agosto

Horário: 18h (chegada do público)

19h – Início do espetáculo 

Local: Sala São Paulo /Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos, São Paulo – SP


"Mande Notícias do Mundo de Lá" saiu de SP para o RJ

Após mais de seis décadas de carreira no teatro, na TV e no cinema, Arlete Salles, 88 anos de idade e 60 de carreira, encara um desafio inédito: seu primeiro monólogo que passou por SP e chegou no RJ


Arlete Salles/Divulgação


 

Por Mera Teixeira @mera.teixeira

 

Após temporada de sucesso no Teatro Fernando Torres, em São Paulo, Arlete Salles está em cartaz no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, onde apresenta o seu primeiro monólogo da carreira, intitulado "Mande Notícias do Mundo de Lá".  A comédia reflexiva aborda a velhice, o medo da morte e as perdas afetivas, mostrando a personagem Eulália Eugênia em uma despedida inusitada no cemitério.

 

A hora da despedida tem alguma tristeza, emoção e humor. Eulália tem enorme medo da morte, mas precisa enfrentar seu pior pesadelo: ir ao cemitério. A razão é nobre: dar adeus a Rosimere, sua amiga de muitos anos e muitas aventuras.

 

Para desespero de Eulália, ninguém foi ao velório e ela é obrigada a se aproximar do caixão para que Rosimere saiba que não foi totalmente abandonada. Se assusta quando descobre que a amiga morreu dormindo, sonho de muita gente. Não o de Eulália: “Eu quero estar muito acordada, eu quero olhar essa desgraçada da morte nos olhos, eu vou gritar com ela, eu vou meter o pau nela, vai ser uma guerra!”

 

No meio de divertidas tiradas sobre o passado das duas, Eulália faz reflexões sobre o envelhecimento e as perdas que acumulamos pelo caminho. Ao se ver ali, diante da amiga, oito anos mais nova, ela tem inevitáveis pensamentos sobre a hora da partida: “O trem que chega é o mesmo trem da partida / A hora do encontro é também despedida”, ela cantarola.

 

Os momentos de saudade, no entanto, não resistem às implicâncias tão comuns a amizades de longos anos. A toda hora, Eulália provoca a amiga, que obviamente não pode responder, com lembranças das grandes histórias que viveram juntas. E implica com as manias de Rosi: “Suas roupas são cafonas! Não, Rosimere, você não sabe fazer sangria! Fica aguada! Sim, é cafona usar perfume forte como você usa! Estrogonofe deixou de ser prato chique ainda nos anos 80!”

 

“Mande Notícias do Mundo de Lá”, escrito e dirigido por Carlos Jardim, é um monólogo em um ato, com duração estimada de uma hora e dez minutos, com uma dramaturgia sob medida para permitir que Arlete Salles mostre sua verve cômica e também emocione a plateia nos momentos mais reflexivos do texto. É o primeiro monólogo na extensa e vitoriosa carreira da atriz. Vale a pena conferir!