No palco, uma discussão urgente sobre saúde mental na adolescência, fatos inspirados em depoimentos reais
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| Malditos 16/ Foto: Ronaldo Gutierrez/Divulgação |
Por Mera Teixeira @mera.teixeira
A atriz Helena Ranaldi e o filho Pedro Waddington se juntam ao elenco de “Malditos 16”, sob direção de Ricardo Waddington, pai de Pedro. Sara Vidal, Benjamín, Julia Maez e Matheus Sousa também estão no espetáculo que estreia nesta quinta-feira (16.04) no Teatro Faap. Com tradução de Flávio Marinho, o texto do dramaturgo espanhol Nando López é promissor.
O enredo sensível aborda saúde mental na adolescência e envolve quatro jovens que se conheceram aos 15/16 anos em uma instituição psiquiátrica após tentativas de suicídio. Anos depois, na casa dos vinte anos, eles são convocados pela psiquiatra Violeta (Helena Ranaldi) para participar de um projeto de apoio a jovens que atravessam situações semelhantes.
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| Pedro Waddington/Foto: Ronaldo Gutierrez/Divulgação |
A equipe criativa do espetáculo reúne André Cortez (cenografia), Anne Cerruti (figurino),Cesar Pivetti (iluminação) e Rafael Thomazini (trilha). O texto de Nando López nasceu de oficinas conduzidas pelo autor em hospitais psiquiátricos com jovens em sofrimento emocional. A partir dessas experiências, o dramaturgo construiu uma obra que busca romper o silêncio em torno da saúde mental e estimular o diálogo.
Para Waddington, o espetáculo aborda um tema que historicamente foi cercado de silêncio. Segundo a OMS o suicídio é hoje uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
“O desafio não é silenciar o tema, mas encontrar uma forma responsável de falar sobre ele. Precisamos de empatia, de escuta e de consciência de quem está do outro lado”, afirma o diretor. Segundo ele, a arte pode ajudar a criar espaços de diálogo sobre experiências muitas vezes invisíveis na vida dos jovens. “Desde o início tivemos um cuidado muito grande para que o espetáculo não romantize nem glamourize o suicídio. Para nós, ele aparece como aquilo que realmente é: o ápice de um sofrimento profundo. O que a peça propõe é olhar para essa dor com responsabilidade e humanidade, lembrando que, muitas vezes, antes desse limite existe uma dor que ficou tempo demais sem ser ouvida. Por isso, o espetáculo fala, sobretudo, sobre escuta, acolhimento e diálogo. A peça não é sobre suicídio, é sobre identidade e pertencimento”, conta Waddington. A montagem também marca um encontro familiar em cena. “Trabalhar com a Helena e com o Pedro é um luxo. Tem sido uma troca cheia de afeto e uma experiência que guardarei para a vida”, comemora Waddington.

Serviço
Malditos 16” - Teatro Faap (477 lugares). Rua Alagoas, 903 Higienópolis – SP
Sessões: quartas e quintas, às 20h. Tel. 36627233
Ingressos: R$ 100,00 inteira e R$ 50,00 meia. Duração: 75 minutos. Classificação: 16 anos. Gênero – Drama.
Estacionamento. Ar-condicionado. Ambiente acessível para PcD portaria G2.
Vendas www.teatrofaap.showare.com.br .


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